Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é caracterizada por uma obstrução progressiva das vias aéreas, associada a uma inflamação do aparelho respiratório.

Atinge um em cada dez adultos acima dos 40 anos de idade. O diagnóstico é feito através de espirometria, um exame que tem como intuito medir o fluxo de ar nos pulmões

 

Existem três fatores principais que estão associados ao risco de vir a desenvolver DPOC:

  • tabaco é a principal causa de DPOC. Os fumadores ou ex-fumadores (principalmente se fumam ou fumaram 20 ou mais cigarros por dia) estão em maior risco.
  • exposição a gases, poeiras ou produtos químicos poluentes no contexto de uma atividade profissional.
  • História familiar: um problema hereditário raro, a deficiência de alfa 1 antitripsina, é responsável por uma reduzida percentagem de casos.


 Os principais sintomas são:

  • Tosse crónica;
  • Expetoração/ escarro ou catarro (pode ser confundido com o "catarro do fumador");
  • Pieira;
  • Dificuldade em respirar durante o esforço (por exemplo ao subir escadas);
  • Limitação para a realização de tarefas diárias habituais (como vestir-se ou fazer a cama);
  • Limitação para o exercício físico;
  • Cansaço;


A doença está associada a várias complicações, entre elas:

  • Exacerbações ou crises;
  • Maior suscetibilidade a infeções (as infeções respiratórias são a principal causa das exacerbações);
  • Insuficiência respiratória crónica com necessidade de uso de oxigénio e/ou ventiladores;
  • Incapacidade para o trabalho e vida pessoal;
  • Morte prematura.


Com a evolução da DPOC, os sintomas e as complicações ditam mudanças consideráveis na vida dos doentes. Eis alguns dos principais impactos referidos:

  • Dependência crescente de outras pessoas;
  • Isolamento social;
  • Perda de confiança e autoestima;
  • Ansiedade e depressão;
  • Incapacidade para o trabalho e reforma precoce;
  • Diminuição da qualidade de vida;


As principais medidas terapêuticas passam por:

Deixar de fumar – é a medida com maior capacidade de alterar a história natural da doença.

Fármacos – os broncodilatadores inalados, de curta ou de longa duração de ação, são a base da terapêutica na DPOC. Entre os demais medicamentos administrados estão os corticoides inalados (em associação com os broncodilatadores nas fases mais avançadas) ou sistémicos (nas exacerbações), as vacinas antigripal e antipneumocócica (para evitar infeções respiratórias) e os antibióticos (no caso de exacerbações infeciosas bacterianas).

Oxigenoterapia – quando existe hipoxemia (baixa concentração de oxigénio no sangue), pode existir a necessidade de administrar oxigénio, de forma aguda ou crónica.

Reabilitação respiratória – inclui treino dos músculos inspiratórios, exercício aeróbio e exercício de reforço muscular.

Nutrição e estilo de vida adequado– uma alimentação cuidada e personalizada, bem como a manutenção de um estilo de vida ativo, pode ajudar no atraso da evolução da doença ou na maior adaptação do doente aos sintomas da mesma.


No Hospital particular - Grupo Saúde, encontra uma equipa qualificada que pode responder a todas as suas questões.

Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica